Resenha: P.s. Eu Te Amo (Cecelia Ahern)

Olá, galera! Tudo certo?

O sexto livro do #Projeto50LivrosEmUmAno é o romance P.s. Eu Te Amo, de Cecelia Ahern. Um livro que possui uma proposta de amor e superação que me pareceu desde o início muito bacana, prometendo trazer certa reflexão para o leitor. Presenteei minha mãe com uma edição dele alguns anos atrás, mas somente agora decidi lê-lo.


PS-Eu-Te-AmoTítulo: P.s. Eu Te Amo

Autor: Cecelia Ahern

Editora: Novo Conceito

Páginas: 253

Sinopse: Algumas pessoas esperam a vida inteira para encontrar sua alma gêmea. Mas esse não é o caso de Holly e Gerry. Eles eram amigos de infância, portanto conseguiam saber o que o outro estava pensando e, até quando brigavam, eles se divertiam. Ninguém conseguia imaginá-los separados. Até que o inesperado acontece e Gerry morre, deixando-a devastada.

Conforme seu aniversário de 30 anos se aproxima, Holly descobre um pacote de cartas no qual Gerry, gentilmente, escreveu uma carta para cada mês da nova vida dela sem ele. Com ajuda de seus amigos e de sua família barulhenta e carinhosa, Holly consegue rir, chorar, cantar, dançar e ser mais corajosa do que nunca.

Ela percebe que a vida deve ser vivida, mas que é sempre bom ter alguém para te guiar.


P. s. Eu Te Amo é um livro de proposta encantadora. Depois de perder o marido, Holly Kennedy se sente despreparada para seguir em frente. Sua vida, antes movida por um relacionamento feliz e realizado, se transforma em uma rotina monótona e solitária. O luto se torna o centro dos seus dias.

Quando seu aniversário de 30 anos se aproxima, no entanto, Holly recebe uma surpresa que pode mudar essa nova realidade. Como prometido, Gerry escreveu uma série de cartas chamada de “A Lista”, que deve ser lida mensalmente e cujas instruções devem ser seguidas a risca. Apesar da inevitável realidade, a personagem se sente próxima do marido mais uma vez e, através das suas mensagens, busca forças para superar sua ausência.

Do mês de março à dezembro, Holly deve abrir uma das cartas (relacionada ao mês presente) e seguir as instruções indicadas pelo marido. Com a ajuda de amigos e familiares, a protagonista luta para vencer o luto e refazer sua vida, com o auxílio mais que especial de sua alma gêmea.

Uma ideia extremamente romântica e bonita. A proposta das cartas, de um romance sobre um amor perdido, foi justamente o que me atraiu no livro de Cecelia Ahern. O conteúdo desses textos possui caráter motivador, impulsionando mudança na vida da protagonista. Isso, querendo ou não, gera uma reflexão interessante. O que eu esperaria dos meus entes queridos após a morte? Como eu gostaria que seguissem sua vida? Como eu reagiria com a perda de alguém tão importante?

As cartas são sucintas e pouco descritivas, mas possuem um conteúdo muito significativo para Holly. Aos poucos, as mensagens de Gerry ajudam-na a reconstituir sua vida e a reencontrar a felicidade. Além disso, todas as cartas estão assinadas com uma singela e bela declaração no P.s. (Post-Scriptum): “Eu te amo”.

O livro conta a trajetória de superação da protagonista sob uma perspectiva pouco comum nos romances. A história possui uma veia dramática e humorística, e oscila bastante entre esses dois extremos. Um dos pontos positivos da escritora é justamente transformar momentos tristes para a personagem em hilários para o espectador.

A narrativa é feita em terceira pessoa. Cecelia Ahern demonstra habilidade e clareza ao escrever, porém percebe-se falta de amadurecimento neste seu trabalho. Houveram situações e personagens que pareceram exageradas, o que afeta muito a naturalidade da história. Em alguns momentos o leitor consegue perceber claramente a intenção da autora ao descrever determinada cena, mas não consegue sentir autenticidade suficiente para acreditar nessa intenção.

As personagens são engraçadas e heterogêneas. A família de Holly é composta por Frank (o pai disperso), Patrícia (a mãe amorosa), Richard (o irmão “careta”), Jack (o irmão divertido), Ciara (sua irmã entusiasmada) e Declan (o irmão caçula). Suas melhores amigas, Sharon e Denise, são companheiras divertidas e leais.

Apesar da distinção desses elementos – que traz dinamismo aos acontecimentos -, algumas características das personagens são um tanto quanto caricatas. O comportamento delas em várias cenas parece um pouco artificial e forçado, o que é intensificado pelo uso constante da palavra “histérico”. Não é raro a autora narrar reações desse modo: “riu histericamente”, “chorou de modo histérico”, etc. Essa impressão diminuiu a medida que me acostumei com a narrativa e com as personalidades da histórias, mas inicialmente não me agradou.

O excesso de drama em P.s. Eu Te Amo também me incomodou um pouco. O sofrimento de Holly parece muitas vezes exagerado, apelando para um melodrama inerente da personagem. Isso traz densidade para a narrativa, tornando a leitura um pouco monótona e repetitiva.

Independente disso, a premissa da obra é muito bonita. Os episódios pelos quais Holly passa trazem uma reflexão interessante sobre perda, amor, coragem, amizade e superação. Os leitores decerto poderão rever sua opinião sobre as dificuldades da vida. Quem aprecia um romance dramático mas divertido irá amar P.s. Eu Te Amo. Uma história romântica contada sob uma perspectiva diferente do habitual.

P.s.: Eu Adorei.

teamo

Este foi o terceiro livro de abril e sexto do #Projeto50LivrosEmUmAno. Acompanhem a iniciativa através do blog e também pelo instagram: @guhh_andrade

Um pensamento sobre “Resenha: P.s. Eu Te Amo (Cecelia Ahern)

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