Resenha: As Vantagens de Ser Invisível (Stephen Chbosky)

Olá, galera! Tudo certo?

O quinto livro do #Projeto50LivrosEmUmAno é o fofíssimo As Vantagens de Ser Invisível, de Stephen Chbosky. Sua obra ganhou uma belíssima adaptação de cinema com os atores Logan Lerman (Charlie), Emma Watson (Sam) e Ezra Miller (Patrick) desempenhando os papéis principais. Mas, embora eu tenha me encantado desde o início com esse elenco maravilhoso e a trilha sonora belíssima, foi a história que realmente me cativou. Eu precisava comprar esse livro!


Título: As Vantagens de Ser InvisívelAs-Vantagens-de-Ser-Invisível

Autor: Stephen Chbosky

Editora: Rocco

Páginas: 224

Sinopse: Manter-se à margem oferece uma única e passiva perspectiva. Mas de uma hora para outra sempre chega o momento de encarar a vida do centro dos holofotes. A luta entre apatia e entusiasmo marca o fim da adolescência de Charlie nesta história divertida e ao mesmo tempo instigante.

 


As Vantagens de Ser Invisível entrou definitivamente para a minha lista de favoritos. O livro conta as aventuras de um adolescente tímido e solitário, que resolve compartilhar suas experiências através de cartas anônimas. Para isso, ele utiliza o pseudônimo de “Charlie”. Em seus textos íntimos e delicados, o protagonista envolve o leitor em sua tentativa constante de participar e encontrar um significado para seus sentimentos. Uma história sincera e delicada, mas nada trivial.

O livro é escrito em primeira pessoa, o que torna a narrativa essencialmente mais simples. As cartas possuem um tom íntimo e verdadeiro, se assemelhando a conversas particulares entre amigos próximos. Elas abordam assuntos como solidão, amizade, paixão, sexualidade, drogas e muitos outros dilemas substanciais da adolescência. Stephen escreve exatamente no ponto necessário para o desenrolar da história.

Apesar de íntimas, as cartas nem sempre são explícitas. Por conta da personalidade introvertida e inocente de Charlie, muitos detalhes são omitidos ou camuflados em suas palavras. Momentos pessoais – alguns relacionados a sexo – são narrados de modo que fiquem subentendidos para o leitor. Isso permite uma margem de interpretação maior, embora muitos leitores possam se frustrar com a sinteticidade ou a falta de detalhamento de algumas cartas.

“Eu sei que há pessoas que dizem que isso não acontece. E há pessoas que se esquecem do que é ter 16 anos quando fazem 17 anos. Sei que tudo isso não passará de histórias. E que nossas imagens se tornarão fotografias antigas. Todos nos tornaremos pais de alguém. Mas agora esses momentos não são histórias. Isso esta acontecendo.”

Os personagens descritos são encantadores. Os irmãos postiços Sam e Patrick (ou nada) são extrovertidos, autênticos e carismáticos. Pensam e agem de forma libertária, seguindo suas vontades independente de regras e paradigmas. São basicamente o oposto de Charlie, mas acabam ganhando seu amor e sua admiração. Essa amizade impulsiona o protagonista a participar, experimentar e viver mais.

Outro personagem importante é Bill, professor de inglês de Charlie. No decorrer da história, o homem recomenda diversos livros (que me parecem excelentes!) para o adolescente e fornece muitos conselhos valiosos, tornando-se uma espécie de orientador. A frase mais famosa desta obra é dita por ele.

– Charlie, a gente aceita o amor que acha que merece.

Eu fiquei ali, quieto. Bill deu um tapinha no meu ombro e um novo livro para ler. Depois disse que estava tudo bem.

Um dos fatores mais marcantes deste livro é a dureza. Sua história é delicada, mas alguns acontecimentos intensos e difíceis dão firmeza ao drama. Não tem como não se envolver e se sensibilizar com o sofrimento do protagonista.

Além disso, a atemporalidade da obra causa é impressionante. Embora tenha sido escrita e narrada em uma época diferente, a história ainda é moderna e atual. Stephen trata assuntos polêmicos – como drogas, sexualidade e religião – com naturalidade, sem apelar demais para o debate social. O leitor decerto se identificará com os dilemas que os personagens enfrentam, bem como as situações que vivem.

Sam batucava com as mãos no volante. Patrick colocou o braço para fora do carro e fazia ondas no ar. E eu fiquei sentado entre os dois. Depois que a música terminou, eu disse uma coisa:

“Eu me sinto infinito.”

As Vantagens de Ser Invisível é uma leitura apaixonante e envolvente. Um livro com narrativa simples e personagens simples, mas uma história intrinsecamente complexa. Quem procura o que está nas entrelinhas certamente encontrará ensinamentos e reflexões interessantes. Uma boa pedida para quem aprecia dramas tocantes e joviais, que fazem você querer se sentir infinito.

Este foi o segundo livro de abril e quinto do #Projeto50LivrosEmUmAno. Acompanhem a iniciativa através do blog e também pelo instagram: @guhh_andrade

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Um pensamento sobre “Resenha: As Vantagens de Ser Invisível (Stephen Chbosky)

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