Resenha: Morte Súbita (J. K. Rowling)

O terceiro livro do #Projeto50LivrosEmUmAno é Morte Súbida, de J. K. Rowling. Demorou um pouquinho, mas a resenha finalmente está pronta. O livro havia sido escolhido e colocado na lista dos livros de janeiro. Espero que apreciem a resenha. ;)


Morte SúbitaTítulo: Morte Súbita

Autor: J. K. Rowling

Editora: Nova Fronteira

Páginas: 651

Sinopse: Quando Barry FairBrother morre inesperadamente aos quarenta e poucos anos, a pequena cidade de Pagford fica em estado de choque.

A aparência idílica do vilarejo, com uma praça de paralelepípedos e uma antiga abadia, esconde uma guerra. Ricos em guerra com os pobres, adolescentes em guerra com seus pais, esposas em guerra com os maridos, professores em guerra com os alunos… Pagford não é o que parece ser à primeira vista.

A vaga deixada por Barry no conselho da paróquia logo se torna o catalisador para a maior guerra já vivida pelo vilarejo. Quem triunfará em uma eleição repleta de paixão, ambivalência e revelações inesperadas? Com muito humor negro, instigante e constantemente surpreendente, Morte Súbita é o primeiro livro para adultos de J.K. Rowling, autora de mais de 450 milhões de exemplares vendidos.


Morte Súbita é mais uma prova da genialidade e do talento de J. K. Rowling. A escritora, que é conhecida pelos sucessos mundiais que compõe o universo de Harry Potter, retornou com uma literatura um pouco diferente: um livro de conteúdo realista e profundo voltado para o público adulto. Uma realidade nua e crua, retratada exatamente como deveria ser.

Devo admitir que as minhas primeiras impressões não foram muito boas. O livro tem uma aura muito diferente do esperado, retratando uma história que inicialmente não parece muito empolgante. Além disso, a narrativa da escritora se mostra diferente. Ela escreve de forma escancarada e objetiva, sem toda a beleza descritiva das suas obras anteriores – o que acaba se tornando um dos pontos positivos da obra.

A dureza com que Rowling descreve os acontecimentos torna sua obra envolvente e impactante. Os muitos assuntos polêmicos são apresentados sem atenuação ou delonga, escancarando para o leitor facetas cruéis da sociedade. Fator esse que torna a leitura ainda mais empolgante.

Na sua opinião, o maior erro de noventa e nove por cento das pessoas é ter vergonha de serem quem são, é mentir a esse respeito, fingindo ser alguém diferente. A honestidade era a sua marca, a sua arma, a sua defesa. Quando somos honestos, as pessoas se assustam, ficam chocadas.

O enredo se desenvolve a partir da morte de Barry Fairbrother. Sua partida gera uma vacância – vaga não preenchida de cargo público – e, consequentemente, um desequilíbrio em uma antiga disputa política. Os habitantes do vilarejo se veem incluídos nesse conflito, agora intensificado pelo vazio deixado pelo falecido.

Entretanto, a política não é a característica essencial da história. Os desentendimentos e os dramas pessoais, que abordam assuntos polêmicos da sociedade, ganham destaque a medida que o romance se desenrola. A crítica embutida fica evidente a cada alfinetada da autora, implícita nos episódios impactantes do livro.

Morte Súbita também não tem protagonista. As personagens muito bem construídas cativam o leitor, mas não são o centro da obra. O astro do livro acaba sendo, na verdade, a fatalidade e a crueza da história. O teor dos acontecimentos, que oscilam rapidamente entre cômicos e trágicos, cria um drama repleto de humor negro que encanta enquanto surpreende.

– É – disse Andrew, pensando em guerras e acidentes de automóvel, e em morrer sob as luzes da velocidade e da glória.

– É – repetiu Bola. – Foder e morrer. É isso aí, né. Foder e morrer. É a vida!

– Tenta foder e tentar não morrer.

– Ou tentar morrer. – replicou Bola. – Para algumas pessoas é assim. Correndo riscos.

– Verdade. Correndo riscos.

O drama de Morte Súbita é bastante fatídico. Temas como infidelidade, maus-tratos, drogas, automutilação, estupro, bullying, distúrbios psicológicos e afins são retratados com objetividade e naturalidade espantosas. Não são raros os momentos que os episódios do livro chegam a impactar o leitor. Outro ponto para a genialidade da escritora.

Porém, quem esperava algo parecido com Harry Potter pode se decepcionar com esse livro. Rowling certamente quis atingir seu público antigo com uma literatura nova e adulta, mostrando uma faceta até então desconhecida. Então não existe semelhança evidente entre as obras.

De todo modo, Morte Súbita entrou para a minha lista de livros prediletos (junto com a série do bruxinho)! Fiquei simplesmente apaixonado pelas personagens tão originais e distintas, bem como seus dramas densos e angustiantes. J. K. Rowling é simplesmente genial.

Este foi o terceiro livro de janeiro do #Projeto50LivrosEmUmAno. Acompanhem a iniciativa através do blog e também pelo instagram: @guhh_andrade

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Um pensamento sobre “Resenha: Morte Súbita (J. K. Rowling)

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