Sonho Universitário Vs. Realidade

Universitários

Todo adolescente que se preze imagina a universidade como o paraíso. A liberdade de entrar e sair nas aulas que desejar, as aulas estimulantes, os colegas divertidos, as festas enlouquecedoras, etc. são alguns dos elementos que criam o “sonho universitário”. Espera-se que exista mais autonomia e independência para viver a vida da forma que você sempre desejou.

Contudo, o sonho universitário nunca condiz com a realidade.

O rapaz (ou a moça) passa no vestibular e comemora horrores. Quer logo contar para Deus e o mundo que conseguiu ingressar em uma universidade. Realiza a matrícula (passando pela pequena chatice de reunir e apresentar documentos que nem sabia que existia), conhece melhor o campus que irá frequentar, observa a carinha das pessoas mais interessantes no ambiente, compra todo o material e depois inicia a espera angustiante para os primeiros dias de aula.

Então começa a turbulenta semana dos calouros. Os novos universitários todos vêm com seus melhores looks e suas melhores poses, acreditando assim estarem preparados para enfrentar um curso de 4 anos ou mais (não sabem de nada, inocentes!). Os veteranos se sentem donos do pedaço, estufam o peito para marcar o território e se divertem como nunca nas custas dos novatos.

No meio daquela multidão de pessoas, aquela ansiedade gostosa se transforma em nervosismo. Porém, mesmo com esse estranho friozinho na barriga, os primeiros dias de aula parecem uma fantasia. Os professores são todos graduados, pré-graduados, mestres ou doutores de várias coisas diferentes. As matérias – que já possuíam um nome estimulante – têm introduções tão bacanas que parecem surreais. “Puts, como será daora estudar tudo isso!” Pensa o pobre infeliz.

Se inicia a segunda semana de aula. O universitário continua se sentindo ansioso e confiando com as promessas dessa nova vida. Entretanto, ele percebe um desconforto maior no caminho da faculdade. Se ele pega transporte público, a superlotação e o desconforto se tornam um pequeno incômodo. Se eleé levado pelos pais, pega fretado ou tem um carro, a demora e o trânsito se tornam um desagrado. Uma das frustrações mais comuns de quem estuda em uma universidade distante de casa.

Chega a terceira semana de aula. Os colegas de classe começam a se enturmar, mas os professores se tornam um pouco mais ousadinhos. Pedem para que leia alguns capítulos do livro tal, faça resenha do texto tal, analise isso, resolva aquilo… para a próxima aula. O universitário, ainda com o espírito fresco, se sente animado com tais atividades. “Mas, espera, ta faltando alguma festinha.”

Quando o mês termina, as coisas começam a mudar. O calouro percebe que não é tão bacana assim pegar condução para a faculdade, nem se manter acordado algumas noites para terminar atividades. As festas, que tanto desejava, não acontecem. Ou, se acontecem, não são como esperava. O cansaço que sentia pela rotina cheia (geralmente constituída por trabalho e faculdade), parece acumular a cada noite mal dormida ou final de semana bem aproveitado. Os professores se mostram muito mais chatos, exigentes, secos ou irritantes do que pareciam a primeira vista. O sonho começa, aos poucos, a se despedaçar.

Afinal de contas, o que torna o sonho universitário tão diferente da realidade? Nós sabíamos da distância da universidade, do desconforto do transporte público, da falta de simpatia de alguns professores e colegas de turma, dos vários trabalhos que teríamos que fazer (ta, a gente nunca sabe o quanto os “mestres” da universidade podem ser filhos da p***), mas esperávamos que a autonomia e a independência tornasse isso tudo mais suportável.

O problema é que nem sempre ser autônomo e independente é algo bacana. Toda a fantasia que pintamos sobre o mundo universitário é desmistificada e percebemos o quanto essa independência é superestimada. Porque assim como tudo nessa vida raramente a expectativa é superada pela realidade.

Nesse caso, o melhor que se pode fazer é aproveitar aquilo que é bom e focar no verdadeiro objetivo da universidade: a profissionalização. Nem sempre o processo pode ser acompanhado de diversão, mas sempre há uma forma de incluir diversão no processo.

E quanto a você? O que torna o seu sonho universitário tão diferente da realidade?

 

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