Espectro

Olá, meus leitores. \o\

Hoje tive a enorme felicidade de encontrar um texto antigo e esquecido, que estava arquivado em meus backups. Ele tinha sido escrito para um personagem de RPG (Role-Playing Game), em um mundo fantasioso e criativo, do fórum Dramatis Personae – atualmente inativo. Mesmo sendo curta, gosto bastante dessa minha estória. Confiram:

Espectro

Quando a Besta surge no Mundo, eis que os espíritos se revoltam com a nova existência e criam o espectador mudo. Uma cria não-existente, em formas ou pensamentos, e impossibilitada de reagir como que aprisionada em um mundo próprio e intocável.

O inexistente não pode tocar ou ser tocado, não pode soprar ou ser soprado, não pode falar ou ser escutado, apenas pode não existir. Criado para ser o espírito que não é espírito, que grita mudo, que toca sem experimentar, que luta sem batalha, que vive sem vida, que morre sem morte, que é cria sem ser criada, que pensa sem pensamentos, que sente sem sentimento, que existe em sua não existência eterna…

No entanto, o Espectro ama e deseja fervorosamente o todo da existência, acreditando existir apenas pelo fato de não existir. Que acredita mesmo não acreditando, que ama sem poder amar e que deseja simplesmente ser.

3 pensamentos sobre “Espectro

  1. Muito obrigado pelos comentários, Nick.

    Fico contente que tenha gostado do texto e do layout. Eu tinha me esquecido desse textinho, mas não pude mais deixá-lo “de molho” quando o encontrei entre os meus arquivos. Enfim, valeu a participação!

    Beijos. ;*

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